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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Rebuçados de Castanha

Ingredientes:
  • 1 kg de castanhas
  • 100ml de água
  • 250g de açúcar
  • 1 colher de chá de sumo de limão
  • 1 pouco de baunilha
  • Azeite q.b.

Confecção

Colocar as castanhas numa panela, cobri-las com água e levá-las ao fogo a cozer.
Depois de cozidas escorrê-las e retirar-lhes a casca e a pele.
À parte, misturar a água com o açúcar e o sumo de limão, levar ao fogo para ferver, adicionar a baunilha e esperar que ferva até atingir o ponto de caramelo.

Retirar o recipiente do fogo e juntar-lhe as castanhas já cozidas. Passá-las por uma superfície untada com azeite para solidificar.
Por último, envolver os rebuçados em papel de alumínio, ou da maneira desejada. Poderão levá-los para casa para partilhar com a família, acompanhados com a receita, para que possa repetir esta "doce experiência".

Nota:
Por razões de segurança, a receita deverá ser preparada pelo/a educador(a) ou por um adulto. As crianças, poderão colaborar nas misturas, fazer experiências, tirar conclusões, copiar a receita, desenhar os invólucros dos rebuçados, etc.

in, revista Educadores de Infância nº40

A História da Maria Castanha

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.

Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac - debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.
Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.

Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.

- Como te chamas? – perguntaram-lhe.
- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .
- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?
- Quero.
Foram brincar ao jogo do apanhar.
A Maria Castanha corria mais do que todos.

- Quem me apanha? Ninguém me apanha!
- Ninguém apanha a Maria Castanha!

Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.
Pimba!

O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.
A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.

- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.
E os outros ajudaram também.
Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.
- onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.
- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.
E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.
Depois, disse:
- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?
- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.
- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.
E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.
Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!
- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.
Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.
E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.
- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.
- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?

A Maria Castanha não sabia mas aprendeu.
É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cantilenas para pedir o Pão por Deus

Pão , pão por deus

à mangarola ,
encham-me o saco,
e vou-me embora.

A quem lhes recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso:

O gorgulho gorgulhote,

lhe dê no pote,
e lhe não deixe,
farelo nem farelote.


"Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus."



Ou então:


"Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós
Para dar aos finados
Qu'estão mortos, enterrados
À porta daquela cruz

Truz! Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s'alevantar
P´ra vir dar um tostãozinho."


Quando os donos da casa dão alguma coisa:

"Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho."


Quando os donos da casa não dão nada:

"Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto."

domingo, 19 de outubro de 2008

Dia de Finados

Dia de Finados

O culto aos mortos (mais precisamente dos que se encontram no Purgatório) foi estabelecido pela Igreja católica com o nome de Finados.
É comemorado no dia 2 de Novembro de cada ano, logo depois do dia de Todos os Santos (1 de Novembro).
No início não se comemorava nos cemitérios. Só com o tempo é que a festa evoluiu e se fez acompanhar com velas e flores nos cemitérios.

Sabias que o culto dos mortos existe em quase todas as culturas do mundo? Até nas que nunca ouviram falar umas das outras!

Em Portugal e noutros países da Europa, o Dia de Finados é celebrado com tristeza, pois recordam-se as pessoas de família e amigos que já morreram.
As pessoas vão aos cemitérios, deixam ramos de flores nas campas e acendem velas para iluminar os falecidos no caminho até ao Paraíso e mandam rezar missas em seu nome.
Sabias que as flores que se põem nas campas são, por tradição nesta altura do ano, os crisântemos?

Mais um pormenor muito mórbido acerca do Dia de Finados e o Dia de Todos os Santos: o terramoto de 1755, aquele enorme que houve em Lisboa e que matou milhares de pessoas, foi no dia 1 de Novembro!
Imagina as pessoas nas igrejas, a rezar pelos seus mortos... Foi uma grande tragédia, e tudo isto fez com que as consequências do terramoto fossem ainda piores. Houve incêndios, pessoas soterradas, etc.
Mas existem países em que o Culto dos Mortos é comemorado de uma maneira completamente diferente.
Por exemplo, no México, que também é um país católico, fazem uma festa enorme e alegre!

Retirado do site Junior

Pão por Deus

"Pão por Deus"

Em Portugal, no dia de Todos os Santos, de manhã bem cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir o "Pão por Deus" (eu adorava este dia corria a vila de uma ponta a outra ;) ).
Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs, doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, nozes e, às vezes, até dinheiro!
Há povoações em que se chama a este dia, o "Dia dos Bolinhos".

Depois, almoça-se e vai-se ao cemitério pôr flores nas campas dos familiares já falecidos. Porquê? Por causa do Dia de Finados! Sabias que "finado" é a pessoa que já morreu?
No México existe uma tradição muito estranha relacionada com o Dia de Finados!
Uma coisa muito boa que não sabias de certeza é que é costume os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro, aos seus afilhados no Dia de Todos os Santos! Já viste o que tens andado a perder?

Antigamente todas as pessoas iam pedir o "Pão por Deus" porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir.
Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e, quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa.
Hoje já só pedem as crianças para não se perder a tradição. E mesmo assim, só nas terras mais pequenas.
Sabias que aí é costume neste dia as pessoas confeccionarem broas para comerem e darem?


Retirado do site Junior