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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Happy Halloween

VULCÃO DE ÁGUA e VULCÃO CASEIRO

VULCÃO DE ÁGUA

MATERIAL
1. Um frasco pequeno com tampa
2. Uma vasilha transparente com água
3. Água quente
4. Tinta em pó ou corante

COMO FAZER
1. Coloque a tinta em pó no frasco.
2. Ponha um pouco de água quente dentro do frasco com tinta.
3. Tampe o frasco, agute bem, e o coloque dentro da vasilha com água.
4. Abra o frasco.

O QUE ACONTECE
A água colorida sobe, não se misturando com a água que está dentro da vasilha.

POR QUE ACONTECE?
Isso acontece quando a água da vasilha e a água do frasco apresentam características diferentes, ou seja, a água com tinta está quente e a água da vasilha está fria. A água quente é mais leve que a fria, então ela sobe e fica flutuando na superfície da água fria.


Vulcão caseiro

ATENÇÃO! O gás produzido na experiência é o dióxido de carbono, mas a quantidade é bem pequena devido às medidas de vinagre e bicarbonato de sódio. No entanto, a criança deve ser observada no caso de ocorrer derramamento da “erupção”.

Essa é uma experiência de química, façam com atenção.

Ingredientes:

  • Corante de alimentos (vermelho) ou groselha
  • Vinagre (100ml ou meio copo de requeijão)
  • Bicarbonato de sódio (2 colheres de sobremesa)
  • Areia ou terra
  • Cola Branca
  • Pincel chato largo
  • 2 garrafas velhas de vidro ou plástico (pequenas)
  • Funil
  • Prato
  • Palito de churrasco

Como preparar:

Pegue uma das garrafas e encha com bicarbonato de sódio, o equivalente a duas colheres de sobremesa cheias, utilize o funil. Depois lave o funil e encha um pouco da outra garrafa com vinagre (100ml), acrescente o corante vermelho e misture.

Coloque a garrafa de bicarbonato de sódio no meio do prato e passe uma camada de cola em volta com um pincel (assim que terminar lave bem o seu pincel com água, se não ele ficará duro).

Depois, vá colocando terra ou areia sobre a garrafa com cola e construa a forma de um vulcão, deixe a boca da garrafa sem terra (é lá que vai ocorrer a erupção).

Terminou o seu vulcão? Agora é só chamar os amigos e mostrar a erupção. Para começar basta colocar o vinagre com o auxílio do funil e assistir. Quando a erupção parar, mexa no fundo da garrafa com o palito de churrasco e acrescente mais um pouco do líquido vermelho e continue com a diversão.

O que aconteceu?

Na química temos alguns elementos que são classificados como ácidos e outros como bases. Quando eles se encontram ocorre uma reacção química que é diferente conforme as substâncias misturadas.

Todos os produtos químicos são compostos de minúsculas partículas chamadas átomos. Durante uma reacção química os grupos de átomos de uma substância são separados, misturados e trocam de posição, e depois se unem novamente em diferentes grupos, o que ocorre no final é uma nova substância.

No caso da nossa reacção química, temos o vinagre que é ácido misturado ao bicarbonato de sódio que é base, um dos novos produtos dessa mistura é um gás, o dióxido de carbono (que é perigoso, mas na nossa experiência sua quantidade é muito pequena para apresentar perigo). São as bolhas desse gás que formaram a espuma da nossa erupção.




Vulcões

Lembram-se do Vulcão Paricutin que existe no México!? Mas porque é que existem Vulcões!?
Ora a palavra "Vulcão" vem do latim "Vulcanus", nome do deus romano do fogo. Segundo a mitologia romana, Vulcano vivia por baixo do monte Etna, um grande vulcão na Sicília, onde fabricava os raios que Júpiter (Zeus, na mitologia grega) jogava por aí quando estava com raiva.
As erupções vulcânicas começam no interior da Terra. E é por isso que os cientistas aproveitam o estudo dos vulcões para descobrir o que acontece no núcleo (ou centro) do planeta – e de quê ele é formado!
Vulcões são extremamente úteis! Foram erupções que criaram cadeias de montanhas, muitas ilhas e arquipélagos; os gases e vapores expelidos pelos vulcões ajudaram a criar a nossa atmosfera, e a própria vida na Terra; e a lava ajuda a enriquecer o solo, fertilizando as terras onde se acumula.
Erupções vulcânicas acontecem com o movimento das placas tectónicas, que são imensos blocos de rocha que se movimentam sobre uma camada não rígida (o magma, um tipo de rocha em estado líquido) que existe no interior da Terra. Essas placas ficam "dançando" sobre o magma e, às vezes, podem se chocar umas com as outras, ou se afastar. Quando qualquer desses eventos acontece, pode haver uma erupção. Quando duas placas se afastam, por exemplo, o espaço que entre elas é preenchido pelo magma que, então, começa a subir em direcção à superfície, saindo através dos vulcões em forma de lava.


Os vulcões são diferentes quanto ao seu formato (mais ou menos cônicos) e quanto à maneira que expelem lava – em rios ou em explosões violentas. Quando um vulcão entra em erupção, dele saem bombas vulcânicas (pedaços sólidos expelidos), lapíli (pequenos pedaços de lava sólida), cinzas e gases e, é claro, a lava.
Em todo o planeta, há dez grandes placas tectónicas e várias outras, menores. Todas se mexem sem parar, mesmo que sejam apenas alguns centímetros por ano! O movimento contínuo das placas faz com que a terra trema e os vulcões entrem em erupção, constrói e destrói montanhas e faz e desfaz continentes inteiros.
Há vulcões famosos, como o Vesúvio, na Itália, que cobriu uma cidade inteira e seus habitantes no ano 79 D.C., e o Krakatoa, a oeste da ilha de Java, na Oceânia, que explodiu em 1883 causando um terrível maremoto com ondas até 37m de altura! Mais de 36.000 pessoas morreram por causa dele!
Os mais altos vulcões do mundo são o Guallatiri (no Chile, com 6.060m), o Lascar (Chile), o Cotopaxi (Equador), o Tupungatito (Chile), o Ruiz (Colômbia) e o Sangay (Equador). Mas há vulcões também no Japão, Nova Zelândia, Hawaí, África, nos Oceanos e em vários outros países.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Conhece o Paricutin com a Maria ;)

Hola! Eu sou a Maria e vivo no México. No meu país existe uma das 7 maravilhas naturais do mundo, o Paricutin!
O Paricutín é um vulcão muito recente situado no estado de Michoacán, entre as povoações de San Juan Parangaricutiro e Angahuan. A maior parte do desenvolvimento deste vulcão ocorreu durante o seu primeiro ano de existência (1943). Durante diversas semanas desse ano, um grande número de ruídos estranhos foram ouvidos pelos habitantes em torno da pequena aldeia de Paricutín, apesar das condições meteorológicas serem normais.


Este Vulcão surgiu precisamente no dia 20 de fevereiro de 1943. Naquele dia, um camponês mexicano trabalhava numa roça de milho com seu filho. O menino correu para junto do pai, dizendo que havia ouvido um ruído debaixo da terra. O camponês nada ouviria porque estava gritando com o boi. Depois notou uma nuvem de fumaça saindo do solo. Correu para casa, à procura da mulher, do padre e dos vizinhos. Quando as pessoas chegaram ao campo, perceberam que estavam diante de um esboço de um vulcão. De acordo com alguns testemunhos, os aldeões tentaram fechar as fissuras enchendo-as com as rochas e o solo, antes que pequenas explosões e tremores violentos começassem a agitar a área.

Durante as semanas seguintes, uma série de explosões projectaram fragmentos de rochas. As cinzas subiam a centenas de metros. Em breve toda a região circunvizinha estava coberta de uma camada de cinzas. No fim de algumas semanas, a lava começou a sair da cratera. Em quatro meses o vulcão já tinha um cone de 300 metros de altura. Quando o vulcão completou 1 ano, já tinha um cone de 300 metros de altura. Quando o vulcão completou 1 ano já tinha atingido 450 metros. Quando o Paricutin completou 5 anos mostrou sinal de extinção.

O vulcanismo é um aspecto comum na paisagem do meu país, e o Paricutín é um vulcão monogénetico, o que significa que nunca voltará a ocorrer uma sua erupção.

Música do México

A música do México encontra suas raízes na música folclórica como o Mariachi (que já mencionei a uns posts atrás) e o Jarana.
O Jarana é um estilo musical mexicano, bastante "remixado" através de rap's estadunidenses. Também é um instrumento de cordas, oriundo do estado de Veracruz, México. Actualmente, grupos como Molotov adquiriram notoriedade internacional dentro do que se chama de música popular. Neste cenário encontra-se também a banda pop RBD e cantoras como Thalía e Paulina Rubio. Outros grupos, como Café Tacuba e Maná fazem parte do cenário rock da música mexicana. Também é mexicano o guitarrista Carlos Santana, cuja carreira iniciou-se nos anos 60 e a fama adquirida o levou a tocar no famoso festival de Woodstock.


Gastronomia Mexicana

A gastronomia mexicana, em termos de variedade de sabores e texturas, é uma das mais ricas do mundo, embora seja por vezes caracterizada por algumas pessoas como gordurosa e condimentada. É uma culinária rica em proteínas, vitaminas e minerais.


Alguns pratos tradicionais mexicanos:
  • Burrito - é um célebre prato tradicional consistindo de uma tortilla de farinha geralmente recheada com carne (bovina, suína ou frango). A carne é o único recheio e o burrito é enrolado finamente. Em outros países, como nos Estados Unidos, os recheios incluem outros ingredientes como arroz, feijão, alface, tomates, salsa, guacamole, queijo e creme, fazendo com que o burrito seja muito maior.
  • Chilaquiles - prato típico feito de tortilas com vegetais.
  • Tortilla - é um género de pão ázimo, confeccionado a partir de farinha de milho ou de trigo. Não se deve confundir com a tortilla espanhola. Geralmente usada como entrada ou base para outros pratos, como: burritos, tacos, fajitas e tostatas.)
  • Enchilada - panqueca de milho mexicana, muito condimentada, recheada de carne de vaca, feijões ou frango e que leva por cima molho de piripíri e queijo ralado.
  • Frijoles refritos - feijão cozido, amassado e frito.
  • Guacamole – iguaria típica, servida com uma grande variedade de pratos, muitas vezes acompanhada com pico-de-gallo e nata azeda. É basicamente um puré de abacate bem temperado, que funciona como um complemento da salada e que foi exportado para todas as partes do mundo onde existe comida mexicana, mesmo que esta seja alterada de acordo com os gostos locais. O nome "guacamole" tem origens indígenas: "guaca" significa testículo (da forma do fruto) e "mole" é um nome genérico para "molho", embora o verdadeiro mole seja totalmente diferente, levando na sua composição chocolate.
  • Pico de gallo - É basicamente uma salada feita com pedacinhos de tomate, misturada com cebola, cebolinho e folhas de coentro (chamado "cilantro" no México) e temperada com sumo de limão e óleo; muitas vezes, leva também grãos de milho amarelo, doce ou cozido, o que lhe dá um aspecto muito atraente – e justifica o nome: "bico de galo", ou seja, "comida para galinhas".
  • Taco – tortilla fritado enchido com carne picada (galinha ou carne de porco), no queijo, na alface e às vezes no tomate.
  • Tamal - espécie de farinha de milho, doce ou salgada, podendo conter carnes, queijo, pimentões etc, envolvida na própria palha da espiga de milho, cozida no vapor, e vendida pelos ambulantes ao cair da tarde. Equivalente a "pamonha".

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Zapatero (sapateiro) - jogado no México



in, Jogos de Todo o Mundo, do Circulo de Leitores

Canção Mexicana: Cielito Lindo

Cielito Lindo

De la sierra, morena

Cielito Lindo vienen bajando,
Un par de ojitos negros, Cielito Lindo
De contrabando.

Ay, ay, ay, ay! Canta y no llores,
Porque cantando se alegram,
Cielito Lindo, los corazones.

De tu casa a mi casa,
Cielito Lindo,
No hay mas que un paso,
Ahora que estamos solos, Cielito Lindo,
Dame un abrazo.

Refrão:
Bis

Retirado da colecção Clube do Pautas - Volta ao Mundo em 40 Canções

E aqui fica mais um video do youtube ;)


O País da Maria - México



O México (de nome oficial Estados Unidos Mexicanos) é um país localizado na América do Norte. Além do território continental o México inclui também as Ilhas Revillagigedo (4 ilhas vulcânicas), localizadas no Oceano Pacífico.

A População resulta da mestiçagem entre os povos ameríndeos com os conquistadores espanhóis. O idioma oficial é o espanhol ou castelhano, falando-se também algumas línguas indígenas. A religião maioritária é a católica.

A capital é a Cidade do México, sendo essa também a mais populosa e uma das maiores metrópole do mundo, e a moeda é o peso.


Cidade do México


20 pesos


Bandeira do México

De volta ao México - Vamos Conhecer a Maria?

Ola! O meu nome é Maria e adoro dançar. No meu país, México, a nossa dança nacional é o Jarabe Tapatio, também conhecida como a dança do chapéu mexicano. Os povos inventaram esta dança há mais de 100 anos e é também a minha favorita.

Aconselho este site: http://www.circle-of-friends.com/


Cheira a Natal ;)

Tarantula - Halloween


Mais uma sugestão para decorar esta época festiva... tem mesmo um ar medonho.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

México - Mariachis

Hoje recebi na minha caixa de recados uma mensagem de um novo visitante (adoro receber recadinhos), a pedir ideias sobre o tema da multiculturalidade. Ora eu uns posts atrás, coloquei informação sobre que os mexicanos celebram no nosso dia de Todos os Santos, a "festa dos mortos", e depois pensei... porque não conhecer mais sobre a cultura do México!???? Ora fui pesquisar nas minhas pastas e encontrei estas imagens de uns Mariachis e fui pesquisar sobre eles ;)

"Não se deve falar do México sem falar nos mariachis, músicos que tocam e cantam música tradicional mexicana, trajando típicos fatos mexicanos. A música mariachi é originária do Estado de Jalisco. Num grupo mariachi toca-se violino, trompete e viola. O canto está sempre presente. A palavra mariachi deriva do francês mariage (casamento), pois estes músicos começaram por tocar em festas de casamento.Hoje em dia, os melhores mariachis encontram-se na Cidade do México e em Guadalajara. Normalmente interpretada por homens, a música mariachi também já conta com mulheres. "

in, http://america.esmartdesign.com/mexico/ptmxmariachis.htm



Bruxas


História - Bruxa Levada da Breca

Haloween - Garrafa Pet


México - Festa dos Mortos

A celebração do Dia dos Mortos revela-nos a espiritualidade dos mexicanos e a sua relação estranha com a morte.
Nesta data acabam semanas de preparação para se comunicar com os seres queridos que já morreram.

Diz-se que esta festa une a família e fortalece as relações da comunidade mexicana, já que é uma tradição que vem desde a época dos astecas (povo que aí vivia antes dos espanhóis chegarem).

Os astecas eram conhecidos como "o povo da morte", porque acreditavam que, depois que um rápido encontro com a vida, as pessoas iam para o "Reino dos Nove Mundos".
Dois meses do ano eram, então, dedicados ao culto dos mortos:
- um para as crianças pequenas que tinham morrido;
- e um para os adultos.

Cinco séculos depois, essa tradição asteca começou a usar também ideias e tradições da religião católica.

Segundo a tradição mexicana, nos dias 1 e 2 de Novembro, Deus deixa os mortos virem visitar os seus familiares que ainda estão na Terra.
Ao mesmo tempo, têm a oportunidade de comer e beber aquilo de que gostavam, e é por isso que se preparam os altares.

Todo o México se prepara para receber bem os "muertitos", como carinhosamente lhes chamam.

Assim, no dia 1 de Novembro, ao meio-dia, chegam as crianças que já morreram. Para elas é feito um altar com muitas velas, que iluminam o seu caminho de volta a Terra.
O altar é decorado com flores e papel recortado com motivos da morte. Além disso, são colocados doces, brinquedos e "pão de mortos" (um pão que se assemelha aos ossos humanos).

No dia 2 de Novembro, à meia-noite - 0 horas da madrugada, chegam os adultos. Para se ter a certeza de que encontrarão o caminho do cemitério para as suas casas, são espalhadas pétalas de flores e velas pelas ruas.
No altar preparado pela família, o morto encontrará as oferendas feitas pelos seus parentes, com os seus pratos favoritos em vida.

Nesses dias, além de montar os altares, as famílias vão aos cemitérios, onde acendem milhares de velas, fazem mais oferendas, colocam imagens de santos e rezam.

Sabias que durante estes dois dias poucas pessoas dormem? Pois é, faz-se festa dia e noite! Há música, comida e dança por todo o lado!

Também são organizados desfiles de homens e mulheres mascarados para evitar que as almas se apeguem demais aos familiares e se demorem por cá.

No dia 3 de Novembro é tudo recolhido.
O Dia dos Mortos acaba com visitas aos parentes (vivos!) para que sejam distribuídos os presentes.
Tudo isso acompanhado, claro, por muita festa!

Sabias que alguns dos familiares das pessoas mortas até vão ao cemitério mudar-lhes de roupa para que estejam bonitos no dia do seu regresso?
Para nós é uma tradição muito estranha, não é?

História do Dia dos Mortos - os celtas

Há dois mil anos os celtas habitavam a Inglaterra, Irlanda, França e Península Ibérica. Costumavam comemorar o Dia de Ano Novo a 1 de Novembro.

Para eles era o fim do Verão, das colheitas e o início dos Invernos escuros, com tempestades e muito frio. Era nesta altura do ano que a população celta sofria mais mortes, por causa do tempo.

Por isso, os druidas (os seus sacerdotes) acreditavam que a noite de 31 de Outubro era uma espécie de abertura da passagem entre a vida e a morte.

Assim, pensavam que nessa noite os fantasmas do mundo da morte andavam à solta na Terra em busca de alimento e por isso faziam fogueiras no alto das colinas para os afastar.

Essa noite era chamada de "Samhain", o "Dia das Almas".

Além de causarem problemas e prejudicarem as colheitas, os celtas acreditavam que a presença dos espíritos auxiliavam as adivinhações dos druidas.

Alguns séculos mais tarde, a influência do Cristianismo espalhou-se pelas terras celtas e no início do século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 de Novembro como "O Dia de Todos os Santos".

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História do Dia dos Mortos – como lhes escapar

Tudo começa na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro.

Essa noite chama-se a "noite dos distúrbios". Diz-se que é a noite em que os mortos saem à rua, à procura de almas para levar com eles.

Por isso as pessoas costumavam fazer coisas muito estranhas para não serem levadas pelas almas penadas que erram pelo mundo à espera do Dia do Juízo Final.

Por exemplo, no norte do nosso país os rapazes das aldeias levavam os carros de bois até ao alto de um monte, carregavam-nos com lenha e faziam uma grande fogueira no largo da povoação onde assavam castanhas e saltavam por cima da fogueira.

O costume de saltar fogueiras tem milhares de anos de existência. Serve para afastar o mal e mostrar que se tem muita coragem!


Retirado do site Júnior

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Rebuçados de Castanha

Ingredientes:
  • 1 kg de castanhas
  • 100ml de água
  • 250g de açúcar
  • 1 colher de chá de sumo de limão
  • 1 pouco de baunilha
  • Azeite q.b.

Confecção

Colocar as castanhas numa panela, cobri-las com água e levá-las ao fogo a cozer.
Depois de cozidas escorrê-las e retirar-lhes a casca e a pele.
À parte, misturar a água com o açúcar e o sumo de limão, levar ao fogo para ferver, adicionar a baunilha e esperar que ferva até atingir o ponto de caramelo.

Retirar o recipiente do fogo e juntar-lhe as castanhas já cozidas. Passá-las por uma superfície untada com azeite para solidificar.
Por último, envolver os rebuçados em papel de alumínio, ou da maneira desejada. Poderão levá-los para casa para partilhar com a família, acompanhados com a receita, para que possa repetir esta "doce experiência".

Nota:
Por razões de segurança, a receita deverá ser preparada pelo/a educador(a) ou por um adulto. As crianças, poderão colaborar nas misturas, fazer experiências, tirar conclusões, copiar a receita, desenhar os invólucros dos rebuçados, etc.

in, revista Educadores de Infância nº40

A História da Maria Castanha

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.

Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac - debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.
Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.

Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.

- Como te chamas? – perguntaram-lhe.
- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .
- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?
- Quero.
Foram brincar ao jogo do apanhar.
A Maria Castanha corria mais do que todos.

- Quem me apanha? Ninguém me apanha!
- Ninguém apanha a Maria Castanha!

Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.
Pimba!

O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.
A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.

- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.
E os outros ajudaram também.
Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.
- onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.
- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.
E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.
Depois, disse:
- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?
- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.
- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.
E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.
Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!
- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.
Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.
E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.
- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.
- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?

A Maria Castanha não sabia mas aprendeu.
É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cantilenas para pedir o Pão por Deus

Pão , pão por deus

à mangarola ,
encham-me o saco,
e vou-me embora.

A quem lhes recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso:

O gorgulho gorgulhote,

lhe dê no pote,
e lhe não deixe,
farelo nem farelote.


"Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus."



Ou então:


"Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós
Para dar aos finados
Qu'estão mortos, enterrados
À porta daquela cruz

Truz! Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s'alevantar
P´ra vir dar um tostãozinho."


Quando os donos da casa dão alguma coisa:

"Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho."


Quando os donos da casa não dão nada:

"Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto."